
A impunidade e falta de vergonha a que chegaram certos sectores da nossa sociedade é, no mínimo, chocante.
Antigamente qualquer pessoa que roubasse, desviasse ou se apropriasse daquilo que não lhe pertencia, era marginalizada e ninguém queria "contas" com ela.
São inúmeros os casos de falta de honestidade, em todos os cantos deste Portugal e em todos os domínios, desde o público ao privado.
Hoje a mediatização e, sobretudo, a leveza com que se abordam estas questões, torna as coisas muito mais simples e até, pasme-se, naturais. Mas o que mais me choca é ver e ouvir esses senhores sorrirem perante as câmaras de televisão, como se a façanha tivesse sido um exemplo de honradez.
Penso que chegamos ao limite da decência e também da paciência. É evidente que pouco ou nada podemos fazer. Esta total e descabida impotência para agir é ditada pela parva certeza de que algum dia se fará justiça. Mas não. Não contem com isso.
Faz doer, saber que certas pessoas adquiriram dinheiro, por meios ilícitos, que daria para matar a fome a muita gente. Que ainda gozam de fininho por esse facto. Que ficam impunes porque têm padrinhos poderosos, têm "berço", têm na massa do sangue a vontade de enganar os outros.
A estas pessoas eu chamo "serial killers", porque à semelhança dos outros "serial", também estes gozam com os crimes que praticam.
Que pena tenho eu de não poder fazer ouvir a minha voz. Ainda assim, quem de direito esteja atento aos senhores do poder, mas também a certos advogados, liquidatários, solicitadores, professores e empresários, que continuam a fazer de nós parvos!






